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Fique tranqüilo, não se trata de nenhuma epidemia ou enfermidade incurável. É apenas uma forma aguda de manisfestação humana ou desejo desenfreado de romper barreiras em busca de um objetivo individual. Freqüentemente detectada por vários líderes em seus diversos segmentos, pode ser encontrada na área esportiva em diversas modalidades. A famosa conduta em detrimento ao time, pode ser vulgarmente conhecida também, como doença do eu.
É uma forma de agir que prejudica as metas coletivas e provoca um alto grau de instabilidade em competições onde "o todo", deve prevalecer. Vamos relembrar exemplos de lideranças em que as funções quando bem estabelecidas geraram resultados e bons dividendos. Em São Paulo, a história nos mostra grandes times como a academia verde e branca de Ademir da Guia, a democracia corintiana de Sócrates e Casagrande, o esquadrão são-paulino de Raí, comandado por Telê, obviamente sem esquecer do Santos do rei Pelé. No Rio, tivemos o Flamengo de Zico e cia, a máquina tricolor de uma patada atômica conhecida por Rivelino, Roberto dinamitando os adversários do Vasco e principalmente o futebol arte e inimitável de Garrincha no Botafogo. Em Minas, o Cruzeiro brilhou nas fases de Dirceu Lopes e Nelinho e o galo teve Reinaldo entre outros.
No Sul, o Inter de Falcão e o Grêmio de Renato Gaúcho também foram geniais e produtivos. Romário, herói de muitos na copa de 94, assim como Pelé, merecem um capítulo a parte nesta conjuntura. O mais importante é que todos eles, foram acompanhados por uma infinidade de craques que executaram seus papéis consistentemente em prol do grupo, visando objetivos maiores do que a própria consagração pessoal.
Juntos, doaram suas vidas ao esporte em busca de um objetivo em comum, sendo que alguns também em seleções brasileiras.
No basquete, já vivemos situação semelhante, pois Oscar e Hortência, encontraram apoio em Marcel e Paula, tornando-se eternas referências de dedicação a camisa verde e amarela.
No vôlei de hoje, Bernardinho, parece que está bem atualizado com o assunto, tentando conter supostas distrações e a todo custo privilegiar o jogo coletivo, mantendo o foco nas conquistas.
Pois foi isto, senhoras e senhores, que prejudicou a campanha do basquete rumo as olímpiadas de Pequim 2008. O planejamento seja a curto, médio ou longo prazo, exige um comprometimento as vezes sacrificante, sendo que todos devem chegar a conclusão de que não existe sucesso aliado a doença do eu. Afinal, o mundo não gira em torno de um indivíduo.
E a tempo: Vacine-se!
criado por marcotulioreis
00:45:14