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Os heróis culturais em uma organização são pessoas que representam a cultura corporativa e seus exemplos influenciam outros. E as culturas associativas tendem a correlacionar eventos ou personalidades como Michael Jordan a um produto ou serviço. Desta maneira, o super astro do basquete mundial foi o garoto propaganda e principal referência da NBA em praticamente duas décadas. O seu talento começou a ser vastamente notado desde sua passagem pela universidade da Carolina do Norte onde sagrou-se campeão. No entanto, isto era pouco para que o reconhecessem de imediato como possívelmente,o maior de todos os tempos. Havia a necessidade de provar o seu valor ao mundo profissional. Jordan, não foi o primeiro jogador escolhido quando entrou para o '"draft" da NBA, o sorteio que permite cada time escolher os seus jogadores para a próxima temporada. Foi o terceiro, atrás dos pivôs Olajuwon e Sam Bowie, este último, que passou pelo New Jersey Nets e que teve uma carreira sem brilho. Após o seu primeiro título na liga em 91, vestindo a camisa do Chicago Bulls, " Air Jordan ", tornou-se o perfeito embaixador para o esporte. Venceu devido ao seu talento, contando pela primeira vez com algo essencial em esporte coletivo: elenco de apoio. Scottie Pippen me confessou que" jogar ao lado de sua majestade, transcendia os desejos de até mesmo ganhar um salário compatível com o resto da liga", pois mesmo sendo considerado um jogador completo, recebia 3 milhões de dólares por ano, quantia bem abaixo de outras estrelas da NBA do mesmo calibre e 6 vezes menos que Jordan, que totalizara no triênio 96, 97 e 98 cerca de 18 milhões de dólares anuais apenas em salários. Certamente, foi um sacrifício justificado pelos 6 títulos que ganharam juntos. O mito de 32.292 pontos, 30,1 de média por jogo, 11 escolhas para jogador mais valioso, 13 aparições em jogos das estrelas, 2 medalhas de ouro olímpicas e uma Pan-Americana, parece não ter encontrado um substituto à altura. Passados 4 anos da aposentadoria definitiva de "MJ" das quadras, ainda paira a mesma pergunta no ar. Quem ocupará o trono de rei da NBA?
Vamos esclarecer o processo em etapas:
1- O sucessor de Michael Jordan deve ter uma imagem sólida perante a opinião pública para que consiga maximizar o seu potencial. São os componentes de valor pessoal que exigem uma conduta elogiosa e que praticamente eliminaram possíveis candidatos como Allen Iverson e Kobe Bryant.
2- Carisma é um fator primordial na propagação do produto, fato que pode deixar Tim Duncan em segundo plano. Mesmo sendo um perene "MVP", jogador mais valioso da liga, Duncan ainda não demonstrou ser um perito neste departamento e talvez precise reavaliar algumas de suas posições para chegar lá.
3- Um grande mercado ajuda na divulgação de seus jogadores. Foi aí que Shaquille O'Neal, chegou a reinar temporariamente em duas metrópoles, Los Angeles e Miami. A principal ressalva é que seu estilo baseado em força nunca chegou a maravilhar totalmente os fãs que sempre prefiriram a maneira de jogar mais técnica e levitante do antecessor.
4- A necessidade de um título ainda machuca as chances de Kevin Garnett, adquirido agora pelo Boston Celtics. É indiscutívelmente um dos jogadores mais eficientes da liga.
5- Os Jovens precisam amadurecer e este é um processo evolutivo que deve ser aliado a um time forte. Carmelo Anthony, do Denver e o super badalado Lebron James, do Cleveland Cavaliers, encontram-se aqui.
A ética sociedade dos técnicos reconhece que James é um atleta esplêndido, tecnicamente e fisicamente, mas como podemos nomeá-lo ideal se depois de uma jogada fenomenal, ainda alterna bolas ao vento sem mesmo tocar na tabela ou aro. O número 23, dos Cavaliers, foi hábil ao criar na mistura de marketing e expectativas, a sua candidatura. Aos 22 anos de idade, o clássico swingman, pode jogar em ao menos duas posições e já carrega a estampa de ''All Star''. A clara homenagem ao ídolo, vestindo o mesmo número de camisa que ''Sir Jordan" usava, reforça as suas intenções. Porém, precisa elevar a sua performance em momentos decisivos, pois sua média caiu quase 6 pontos, levando-se em consideração, as suas atuações nos Playoffs e finais da NBA 2007, contra San Antonio. O tempo é mestre e mostrará se James poderá suprir a ausência de Jordan, ou se a similaridade ficará limitada a inicial do sobrenome. Em meu registro final, fica a certeza de que nunca conheci ninguém igual: determinado, capaz e vitorioso com uma dosagem impressionante de confiança e humildade, um talento ainda tão enigmático e insuperável que talvez seja melhor descrevê-lo, simplesmente Michael.
criado por marcotulioreis
21:04:45